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Fumos de Solda são cancerigenos

IARC alterou classificação após comprovar aumento dos riscos à saúde

Recente estudo divulgado pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer) atualizou a classificação dos fumos de solda e da radiação UV derivada da atividade de soldagem para ‘carcinogênico para humanos’ (Grupo 1). A mudança foi definida durante um encontro entre 17 cientistas de 10 países que ocorreu na sede da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, na França, e depois publicada na monografia 118. Produzidos quando os metais aquecidos acima do seu ponto de fusão se vaporizam e se condensam em partículas finas, os fumos de solda tinham sido classificados pela IARC em 1989 como pertencentes ao Grupo 2B, ou seja, ‘possivelmente cancerígenos para humanos’. A alteração se deu após estudos experimentais e observacionais que trouxeram novas evidências. Conforme o relatório, a maioria dos testes reportaram aumento do risco de câncer de pulmão em soldadores e outros profissionais expostos ao fumo de solda. Também foi reafirmado o alerta sobre a radiação UV gerada pelo processo de soldagem como um fator de risco para desenvolvimento de melanoma ocular, um tipo de câncer. Na maioria dos estudos de caso, a chance de o soldador desenvolver a doença subiu de dois para 10. A recorrência de outros distúrbios oculares nos trabalhadores expostos à radiação, como a catarata, também foi observada.

DETALHAMENTO
Segundo o engenheiro de Seguran-ça do Trabalho e higienista Ocupacional Mário Fantazzini, a IARC especificará quais são os óxidos metálicos danosos, sendo a designação ‘fumos de solda’ muito genérica, visto que cada metal presente pode produzir efeitos específicos à saúde do trabalhador, desde um simples incômodo até intoxicações sistêmicas graves, pneumoconioses pulmonares, além dos efeitos carcinogênicos. “Os fumos de um processo de soldagem dependem basicamente do metal base (o que está sendo soldado) e do metal de adição (eletrodo). Daí resultarão os elementos de fumo”. Desse modo, ele destaca que nem todos os fumos metá-licos serão suspeitos ou carcinogênicos reconhecidos.

A maioria dos processos de soldagem por combustão de gases e todos os tipos de arco elétrico podem produzir fumos. Sendo reconhecidamente mais perigosos os processos com proteção de gás inerte, quanto à irradiação ultravioleta; assim como processos de solda de alumínio, aço inoxidável, quanto aos fumos de solda. “Os fumos mais temidos são os de cromo, níquel e cádmio, mas a maioria dos óxidos metálicos causará algum dano à saúde, se não houver cuidados adequados de Higiene Ocupacional”, alerta Fantazzini.

De acordo com o especialista, a melhor solução para se evitar o adoecimento em termos de HO é o uso de ventilação local exaustora, ou pelo menos diluidora. Em alguns casos, ele observa que serão necessários EPIs especiais, como máscaras com adução de ar limpo.. “Quanto à radiação UV, é necessária proteção de pele e lentes filtrantes de tonalidade adequada”, completa.

Fonte: revista proteçao dez.2017

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